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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Médicos dizem ter curado doente com Sida

Uma equipa médica alemã acredita ter curado um homem infectado com o vírus da Sida (VIH), após um transplante de medula óssea para tratar uma leucemia de que também sofria.

Timothy Ray Brown, um americano de cerca de 40 anos, também conhecido como o "paciente de Berlim", foi submetido em 2007 a um complicado tratamento para combater uma leucemia mielóide aguda, um tipo de cancro que afecta o sistema imunitário.

O tratamento incluiu um transplante de células estaminais de um doador portador de um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o VIH.
Os médicos continuam a observar a evolução do paciente, mas acreditam que este caso poderia abrir o caminho para uma cura permanente do VIH através de células estaminais geneticamente modificadas.

Os cientistas estão optimistas, mas lembram que a técnica não pode ser usada em massa devido a dificuldades — como ter dadores compatíveis e com a referida mutação genética que os torna imunes ao ataque do vírus, além do risco do transplante. No entanto, especialistas advertem que se trata de uma terapia muito cara e arriscada, que não se pode aplicar a todos os pacientes e não é uma cura definitiva para a SIDA. Michael Saag, da Universidade de Alabama em Birmingham, nos EUA, disse à CNN que "é uma prova interessante sobre como medidas extremas podem levar à cura do VIH". Mas considerou que "é demasiado arriscada para se converter numa terapia comum".

O investigador não descarta a hipótese de cura mas sublinha que só depois de o doente morrer e de ser feita uma análise genética completa se poderá ter certezas. O vírus da sida atinge 33 milhões de pessoas em todo o mundo e já matou mais de 25 milhões desde que a pandemia começou, nos anos 1980.
Notícia levou esperança a pacientes seropositivos
A possibilidade de cura da SIDA — ainda que sem prazo definido — aumentou as esperanças de portadores da doença. O activista Cazu Barroz, que convive com o HIV há 21 anos, acredita que a experiência pode significar mais um avanço para que investigadores se concentrem em encontrar não só a cura para o HIV, mas igualmente uma forma de minimizar os danos da doença. “Li profundamente esse estudo e fiquei feliz com as conclusões, apesar de ainda serem necessários mais estudos. Esses avanços científicos fazem com que eu acredite que em 10 anos tenhamos medicamentos que possam, pelo menos, tornar a SIDA uma doença crónica”.
Há que ter em conta o risco de excesso de "entusiasmo" que pode fazer com que as pessoas banalizem a doença, negligenciando assim a prevenção, que é de momento a única arma segura contra a doença.

Adaptado por:
Maria Araújo – 10ºB – Nº18

Por Alessandra Nogueira em 12.11.2008 as 23:08 e atualizado em 3.07.2010 as 17:53
16.12.2010 - 11:55 Por Romana Borja-Santos

2010-12-16 22:39
2010-12-16 LEONEL DE CASTRO/GLOBAl

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